Trecho bloqueado da BR-101 deixa ônibus e caminhões sem desvio
Motoristas são orientados a fazer o percurso pela Serra, aumentando em 45 quilômetros o trajeto
A Polícia Rodoviár Federal anunciou há pouco que veículos de grande porte como caminhões e ônibus não podem passar pelo trecho bloqueado da BR-101, entre Araranguá e Maracajá, em Santa Catarina, e também foi suspensa a autorização para fazer o desvio pelas estradas estaduais, entre Foquilhinha e Ermo. A rodovia federal está fechada em razão do grande acúmulo de água na pista.
Segundo o policial rodoviário federal Otiliano Walnier Júnior, os veículos que trafegam em direção ao sul terão que fazer o percurso pela Serra, passando por Lajes, para chegar ao Rio Grande do Sul.
As empresas de ônibus que executam as linhas entre os dois Estados, no entanto, permanecem liberando os veículos nos horários programados, seguindo pela BR-101. Pelo menos cinco ônibus sairam nesta manhã de Florianópolis até Porto Alegre com a orientação de fazer o desvio, que aumenta 45 quilômetros o trajeto.
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Não é o momento para sair, diz PRF catarinense
Acúmulo de água na BR-101 deixa estrada inacessível entre Araranguá e Maracajá
Como a chuva não para, o trecho da BR-101 entre Araranguá e Maracajá, em Santa Catarina, permanece bloqueado em consequência do grande acúmulo de água. Em razão disso, a Policia Rodoviária Federal (PRF) catarinense aconselha aos motoristas a não trafegarem pela rodovia neste momento. A estrada está inacessível e o desvio tem que ser feito por estradas estaduais, entre Forquilhinha e Ermo, para depois acessar novamente a BR-101, já próximo de Sombrio.
— Quem puder, não viaje. O certo é de que a rodovia não será liberada tão cedo. A chuva não para e água está subindo, poderia encobrir um carro. Quem tiver que viajar, venha com calma e paciência. O trânsito é lento no desvio. São 45 quilômetros a mais de estrada asfaltada — diz Otiliano Walnier Júnior, policial rodoviário federal do posto de Araranguá.
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Grupo com 50 gaúchos fica ilhado e passa a noite na BR-101
Famílias tiveram de procurar abrigo em um galpão às margens da rodovia
Um grupo com cerca de 50 gaúchos ficou preso em plena BR-101 na noite deste sábado. Perto do km 410 da rodovia, na localidade de Lauro Carneiro, os motoristas de 23 carros perceberam que não conseguiriam ultrapassar a barreira de água que se formou na pista. Quando tentaram retornar, a chuva também já havia tomado conta da estrada no sentido contrário.
Ilhados em uma fatia de pista seca desde as 18h de sábado, o grupo, que conta com 21 veículos oriundos do Rio Grande do Sul, se viu obrigado a passar a noite dentro dos carros. Durante a noite, receberam água e sanduíches de policias, que só tiveram acesso aos carros de barco.
Já de madrugada, conseguiram sair com os carros da estrada e encontraram abrigo em um galpão de armazenamento de fumo. Sem luz elétrica, os gaúchos têm se alimentado com o que sobrou da ceia de Ano-Novo. Muitas crianças estão abrigadas no galpão.
O advogado Alfeu de Oliveira, 39 anos, que voltava para o Rio Grande do Sul com a mulher e dois filhos após passar o Réveillon em Florianópolis, torce para que a água baixe o quanto antes.
— A gente está se virando como pode. O nosso medo é que a água demoro muito para baixar — afirma.
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Alagamento deixa 130 pessoas ilhadas na BR-101 em SC
Defesa Civil deve tentar resgate com helicópteros
Por conta do alagamento que interditou totalmente a BR-101 no Sul de Santa Catarina, 130 pessoas ficaram ilhadas e tiveram que passar a noite às margens da rodovia.
A Defesa Civil foi chamada e anunciou que deve tentar um resgate com helicópteros.
Os carros ultrapassaram a primeira área de alagamento, no km 403, e outra no km 408 ainda na noite de sábado, mas a chuva aumentou e impediu o prosseguimento da viagem.
Um grupo de cerca de 50 gaúchos ficou preso entre as áreas alagadas. Durante a noite, receberam água e sanduíches de policias, que só tiveram acesso aos carros de barco.
Já de madrugada, o grupo conseguiu sair com os carros da estrada e encontrou abrigo em um galpão de armazenamento de fumo. Sem luz elétrica, eles têm se alimentado com o que sobrou da ceia de Ano-Novo. Muitas crianças estão abrigadas no galpão.
Outro grupo, com 28 adultos e seis crianças, em 11 carros, deixou os veículos em parte das construções das obras de duplicação da rodovia, como rampas. No local, há um caminhão bitrem tombado.
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Governador Luiz Henrique viaja ao Sul de SC
Cheia seria a pior da história na região
O governador Luiz Henrique da Silveira e o major Márcio Luiz Alves, da Defesa Civil de Santa Catarina, viajaram de helicóptero por volta das 10h45min deste domingo para a região Sul de Santa Catarina, atingida pela chuva que cai desde sexta-feira.
De acordo com Luiz Henrique, é a pior enchente da história na região. O prejuízo nas plantações de arroz, que teriam se transformado em lagoas, ainda é incalculável.
A cheia do rio Araranguá também é responsável pela destruição no bairro Barranca, em Araranguá.
O governador destacou o auxílio dos vizinhos do Rio Grande do Sul, que disponibilizaram helicópteros. Um estoque estratégico de roupas e agasalhos em Criciúma será usado no atendimento das 675 pessoas desalojadas e desabrigadas.
Enxurrada causa prejuízos
Na região, 17 municípios foram atingidos pela chuva: Jaguaruna, Araranguá, Tubarão, Forquilhinha, Urussanga, Siderópolis, Ermo, Timbé do Sul, Jacinto Machado, Laguna, Lauro Müller, Meleiro, e São Martinho. Nova Veneza, município mais destruído, e Criciúma, Turvo, e Içara decretaram situação de emergência.
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