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____Jornal A Tribuna

Postado em setembro 21st, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

Esporte

Gerente pode ser anunciado ainda hoje pela direção

Gerente pode ser anunciado ainda hoje pela direçãoArquivo / A Tribuna

Milena Nandi | Da Redação Após uma reunião entre diretoria e o presidente Édson Búrigo – que ocorrerá ainda hoje – o Criciúma poderá anunciar o nome do novo gerente de futebol do clube.

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__Jornal A Tribuna__18-09-09

Postado em setembro 18th, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

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_Jornal A Tribuna Criciúma__08-09-09

Postado em setembro 8th, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

Jornal A Tribuna Criciúma__22-08-09

Postado em agosto 22nd, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

_Jornal A Tribuna__25-07-09

Postado em julho 26th, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

__Jornal A Tribuna – Criciúma SC

Postado em abril 18th, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | www.atribunanet.com |

___Criciúma só cumpre tabela contra o Joinville_

 
O técnico Leandro Machado não anunciou oficialmente, mas deve mandar a campo a equipe titular para a partida diante do Joinville, neste domingo, no Heriberto Hülse, pela última rodada do quadrangular semifinal do Catarinense. Pelo menos foi essa a formação utilizada no coletivo realizado na tarde dessa sexta-feira – por causa de dores musculares, Kempes não participou da atividade, mas deve ter condições de atuar.

O treinador, que não poderá comandar o time do banco de reservas, pois na quinta-feira o Pleno do TJD confirmou a suspensão de 30 dias, imposta em primeira instância, armou o Criciúma com mudanças apenas nas duas laterais. Isso porque não contará com Thiago Matos, que cumprirá suspensão pela expulsão diante da Chapecoense, e Cris, suspenso pelo terceiro amarelo. Sem eles, Michel retornará à ala-direita e Lima reassumirá a esquerda.

Mesmo que a partida para o Tigre sirva apenas para cumprimento de tabela, os jogadores querem vencer, algo que não acontece desde o dia 21 de março, quando a equipe bateu o Atlético Tubarão, ainda pelo returno do Estadual. “Infelizmente não conseguimos estar na final, que era o que queríamos, mas seria importante terminar o campeonato com a vitória. Somos profissionais e vamos fazer de tudo para sair com os três pontos”, garante Michel Neves. “Ficamos devendo e vamos ter que nos empenhar para fazer o melhor nas partidas que temos pela frente”, reforça Márcio Angonese.
Luiz André chega à centésima

partida com a camisa tricolor
Para Luiz André, um triunfo sobre o Joinville teria um significado especial, uma vez que o jogador completará neste domingo sua centésima partida com a camisa tricolor. “Espero chegar a essa marca com a vitória. Posso dizer à Chapecoense (a quem interessa um tropeço do JEC) que o Criciúma vai entrar forte, para vencer e terminar a competição com dignidade”.

Se o jogo pouco vale para o Tigre, será de vida ou morte para o Joinville. Ainda com chances de classificação às finais do Estadual, o time do Norte do Estado trava uma briga particular com a Chapecoense, pela vaga na grande decisão, na Copa do Brasil de 2010 e, principalmente, no próximo Brasileiro da Série D. Um ponto atrás da equipe do Oeste, o JEC classifica-se se derrotar o Criciúma e a Chapecoense não vencer o Avaí no outro jogo da rodada, também no domingo, às 16h, na Ressacada.

 

___Falta de professores gera protesto

 

Com cartazes e rostos pintados, alunos do 1º, 2º e 3º ano do Colegião deixaram as carteiras escolares e foram para a rua protestar contra a suspensão de aulas que está ocorrendo devido à desistência de alguns professores da escola. Os cerca de 2 mil alunos das referidas turmas alegam que não estão tendo algumas disciplinas. “Vamos fazer vestibular, o Enem e estamos sem aula de história a semana toda. Dá para imaginar uma coisa dessas”, comentou Vanessa Goulart dos Santos, estudante do 3º ano. Dois professores admitidos em caráter temporário deixaram a instituição por não receberem no último mês. Na quinta-feira, nova manifestação está marcada por alunos do Colegião.

A professora Maricel Adriana de Souza, ACT do Colegião, afirmou que trabalhou 23 dias neste ano de graça. “Não vou receber por estes dias e ninguém me avisou nada. Vou para a Justiça cobrar os meus direitos”, alegou.

Contratação só

após do dia 15
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o Sinte, desde março, o governo do Estado determinou que ACTs sejam contratados só depois do dia 15 de cada mês. “O Estado tem uma dívida com o INSS e, se contratar antes, precisa pagar uma multa muito cara, aí não contrata. O problema é que tinham contratos antes da determinação que estão vencendo e professores não estão recebendo. A opção é trabalhar de graça ou sair”, declarou a líder sindical, Cíntia Santos.

A diretora do Colegião, Roseli Maria De Lucca Pizzolo, explicou que novos professores de história estão sendo procurados para preencher as vagas deixadas pelos ACTs. “Já estamos providenciando. Queremos solucionar o problema o quanto antes, mas dependemos do Estado que está empenhado em nos ajudar. Os conteúdos perdidos serão repostos. Nossa missão é deixar o Colegião calmo e seguro, mas problemas como o nosso estão ocorrendo em todo o Estado”, afirmou. A diretora explicou que o governo não pode fazer as contratações durante todo o mês porque é inconstitucional o pagamento da multa ao INSS.

Gered acredita em solução

na próxima semana
Segundo o gerente regional de Educação, Arcângelo Nuermberg, a determinação em não contratar se dá porque a folha de pagamento do governo fecha no dia 17 e, no final do mês, ocorre o recebimento. “Se o governo fizer como as empresas, pagar no quinto dia útil já muda muita coisa porque não precisa pagar multa ao INSS. Por enquanto, as contratações em caráter temporário serão feitas realmente só na primeira quinzena de cada mês”, informou. O Estado negocia a situação e, na próxima semana, deve ter um posicionamento sobre o assunto.

Sobre o Colegião, Nuermberg comentou que a direção está solucionando o caso chamando novos professores para os cargos deixados. O Sinte já demonstrou descontentamento com a situação e determinou algumas medidas. “Nós não vamos aceitar que professores efetivos substituam professores ausentes, é ilegal, e também, vagas deixadas queremos que sejam garantidas para a volta destes profissionais”, ressaltou Cíntia Santos, membro do sindicato. Uma nova manifestação está marcada para quinta-feira. “Na quinta nós vamos para a avenida Centenário até que alguém tome providências”, contou a estudante Vanessa.

 

 

____Criciúma: saldo positivo de empregos

 

 

Milena Nandi | Da Redação
O saldo de empregos (admissões menos desligamentos) de Criciúma aumentou no comparativo entre 2007 e 2008, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais/Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Rais/Caged). Conforme as informações, o saldo passou de 1.237 em 2007 para 2.188 em 2008, significando que, no ano passado, o número de postos de trabalho criados a mais que no ano anterior foi de 951. Comércio, prestação de serviços e construção civil foram alguns dos setores que mais ajudaram a puxar o saldo de 2008 para cima.

O resultado foi um dos maiores entre 2000 e 2009. O maior salto no saldo de empregos no município ocorreu entre 2003 e 2004, quando o número passou dos (-) 271 para (+) 2.661. Além de 2003, único ano com saldo negativo, os anos com menor índice foram 2000 (1.053), 2006 (1.888) e 2007 (1.237). Apesar do aumento no saldo de empregos no ano passado, a participação de Criciúma nas admissões do Estado ficou na casa dos 2,7%, maior que os 2,6% de 2007, mas menor que os 2,9% de 2006. O ano de 2001 foi quando Criciúma teve a maior participação nas admissões do Estado entre 2000 e 2008: 3,4%.
Admissões maiores

no setor de serviços
Se o número de admissões cresceu em Criciúma no ano passado, parte se deve à construção civil, indústria de transformação, comércio e prestadores de serviços. O último setor foi o que apresentou o maior saldo no ano passado. A prestação de serviços admitiu 9.098 pessoas e desligou 8.418, gerando um saldo positivo de 680. O comércio vem em segundo lugar, com 7.943 admissões e 7.529 desligamentos, totalizando um saldo de 414 empregos. Em seguida, conforme dados da Rais/Caged, vem a indústria de transformação, com 7.496 admissões e 7.243 pessoas desligadas das empresas, ou seja, um saldo de 253. O setor de construção civil terminou o ano com 2.127 contratações e 1.956 demissões, perfazendo um saldo de 171 empregos.

Apesar de um desempenho positivo em 2008, ano que teve o último trimestre muito diferente dos anteriores no que diz respeito à economia, os dois primeiros meses de 2009 foram de demissões superiores às admissões. No caso do comércio, o saldo de janeiro foi de (-)81 e em fevereiro, (-98). Mas os dados nada teriam a ver com uma possível retração no consumo, segundo Júlio César Wessler, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma. Ele afirma que os dados refletem um movimento comum em todo o início de ano: a “reciclagem” do quadro de funcionários. “A partir de outubro as lojas começam a contratar para empregos temporários, o que é uma grande oportunidade para surgirem novos talentos e os lojistas reavaliarem a equipe. Em janeiro e fevereiro normalmente ocorre a troca de funcionários que não estão acompanhando a filosofia da empresa por pessoas mais adequadas ao perfil da empresa. Mas isso normalmente não significa uma redução no quadro”, diz.

A construção civil de Criciúma registrou um saldo positivo em janeiro (54), mas um saldo negativo de empregos em fevereiro (-18). Segundo Olvacir Bez Fontana, presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon), as demissões são comuns em períodos em que as empresas terminam obras. “Grande parte das pessoas desligadas ao final da obra são responsáveis pela pintura e acabamento. E quando a empresa inicia uma nova obra, precisa desses profissionais novamente. Talvez as pessoas que tenham perdido o emprego sejam esse tipo de profissional”, diz. Fontana afirma que o setor está estabilizado, e que houve queda nas vendas por causa de uma reacomodação do mercado. “O ritmo estava muito acelerado”, diz. Para os próximos meses, a tendência seria de estabilidade no setor.
“Não olho para a crise”, diz empresário
A reacomodação do mercado de imóveis talvez tenha sido um dos fatores que levaram o volume de serviço da Fogaça Serviços de Equipamentos a reduzir-se em 30% nos últimos meses. Nereu Aguiar Fogaça, proprietário da empresa que trabalha com usinagem, fabricação de peças, locação e venda de equipamentos e peças, consertos e assistência técnica para o setor de construção civil e mecânica, afirma que o trabalho para empresas de construção civil apresentou queda, e já o serviço para particulares, na construção de casas, permanece praticamente o mesmo. Apesar da queda no trabalho e faturamento, Fogaça afirma que acredita nos 16 anos de trabalho que a empresa possui e não se deixa abater, já que a Fogaça tem “gordura para queimar” em momentos difíceis. E o mais importante: não deixa de investir no negócio. “Sempre estou renovando e melhorando. Não olho para a crise. Continuo trabalhando das 6h30min até as 19h, de segunda a sábado”, diz ele, que afirma ter contratado mais um funcionário na última semana.

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__Jornal A Tribuna Criciúma

Postado em abril 17th, 2009 por Blumenópolis SC – Seja o primeiro a comentar | Sul de Santa Catarina, www.atribunanet.com |
___TAC dá destino correto a resíduos_
 
Milena Nandi|Da Redação
 
 
Após dois anos de investigação do Ministério Público, empresas de tele-entulho, Prefeitura de Criciúma, Fundação Municipal do Meio Ambiente (Famcri) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) assinaram, na segunda-feira, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre resíduos da construção civil, que estabelece uma série de ações que cada signatário deve fazer para garantir o destino correto dos materiais usados na construção. O documento é o primeiro TAC sobre o assunto firmado em Santa Catarina.
Para o promotor de Justiça Luciano Naschenweng, a assinatura do termo é um passo importante para o cuidado com o meio ambiente. “O município tem muitas construtoras e um grande número de obras sendo realizadas, mas não tinha um lugar adequado para que as empresas de tele-entulho depositassem os resíduos da construção e demolição. A assinatura do TAC colocará Criciúma como um exemplo positivo para o País”, afirma Naschenweng. Para a elaboração do documento, o Ministério Público teve o auxílio técnico de Mario Ricardo Guadagnim, engenheiro ambiental da Unesc.
 
Vinte e quatro itens
para prefeitura cumprir
 
Conforme o texto do TAC, a Prefeitura de Criciúma terá 24 itens a cumprir. Os principais deles, de acordo com o promotor, dizem respeito à implantação de um Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos de Construção e Demolição (PIGRCD), a estruturação de um núcleo gestor de Resíduo da Construção e Demolição (RCD) , e a implantação de Unidades de Transbordo e Triagem (UTT). Segundo o documento, o município se comprometeu a implantar e gerenciar o PIGRCD em 120 dias, mesmo prazo para a estruturação do núcleo gestor de RCD, composto por entidades relacionadas à cadeia de produção de resíduos. O município terá um prazo maior, de 18 meses, para licenciar, construir e implantar unidades de transbordo e triagem.
Cabe às construtoras, num período de 45 dias, realizar treinamentos com seus colaboradores sobre gestão de resíduos e os danos que esses materiais de construção e demolição podem causar ao meio ambiente quando gerenciados de forma errada. As empresas terão 120 dias para que cada canteiro de obras separe corretamente os materiais, conforme estabelece o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). As empresas de tele-entulho não poderão mais exceder a capacidade de suporte da caçamba coletora, terão que colocar de maneira visível, em três meses, informações identificando quais resíduos podem ser depositados nas caçambas coletoras. Em 30 dias, as caçambas coletoras devem ser transportadas com cobertura.
 
Parceria para a construção de unidade de triagem
 
Segundo Júlio Cezar Colombo, presidente da Famcri, a Unidade de Transbordo e Triagem (UTT) pode ser construída em parceria com a iniciativa privada, já que há uma empresa interessada em realizar o trabalho. Para a construção da UTT, a prefeitura teria que comprar o terreno. Para Colombo, o TAC é importante para o município porque trará melhorias no cuidado com o meio ambiente. “A Fundação fiscalizará, e a prefeitura será responsável pelo gerenciamento dos resíduos. A responsabilidade pelos resíduos é da empresa geradora”, explica.
Muitas das empresas do município já realizavam o trabalho de separação dos resíduos, e inclusive a venda de materiais para reciclagem, segundo Olvacir Bez Fontana, presidente do Sinduscon. Segundo ele, parte do material já era depositado na Santec. “Já estamos trabalhando há alguns anos atentos ao cuidado com o meio ambiente”, diz. “Essa interligação de toda a cadeia é muito importante para o trabalho”, afirma, referindo-se às exigências do TAC.
 
___Assinado termo de acordo com fumageira em Araranguá
 
O secretário de Estado da Fazenda, Antônio Marcos Gavazzoni, e o secretário regional de Araranguá, Heriberto Afonso Schmidt, assinaram ontem o Termo de Acordo com a Fumageira CTA (Continental Tabacos Aliance) de Araranguá para que a empresa tenha o ICMS diferido (sem imposto) para compras dentro do Estado.
O protocolo de intenções para a instalação da unidade para processamento industrial do tabaco para exportação já havia sido firmado em 2008 entre o diretor-presidente da CTA, Alan Kardec Nunes Bichinho, e o governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira. “Este ato traz a efetividade ao protocolo de intenções de incentivo já firmado para que a fábrica viesse para Araranguá. A Fazenda vai cumprir com suas obrigações, proporcionando o desenvolvimento da região”, explicou o secretário de Estado da Fazenda, que disse ainda que fica autorizada ao longo de 18 meses a transferência de saldo credor acumulado de ICMS em razão das exportações para outras empresas pagadoras de impostos. Schmidt citou que, em 2005, acompanhado do gerente da Exatoria de Araranguá, visitou duas fumageiras na cidade de Santa Cruz do Sul, entre elas a CTA. O objetivo era demonstrar que a cidade tinha potencial para a instalação de uma filial da indústria, inclusive dispondo de mão-de-obra especializada. Posteriormente foram marcadas audiências na Secretaria de Estado da Fazenda para que as empresas conhecessem os incentivos do governo do Estado. “A instalação desta indústria é muito importante porque vai trazer emprego e renda para a região. Queremos agradecer ao deputado Manoel Mota, grande parceiro da SDR, que intercedeu junto ao governo do Estado para que o projeto se concretizasse”.
Para o diretor-presidente da CTA, Alan Kardec Nunes Bichinho, a assinatura é a materialização do que foi compromissado com o governo do Estado, e também a realização de um sonho. “O maquinário da unidade já está comprado, falta o acabamento do prédio de 25 mil metros quadrados. A fábrica fica concluída em alguns meses e passaremos ao recrutamento de pessoal”, ressaltou Bichinho.
 
___Criciúma contemplada com programa
 
 
 
A Prefeitura de Criciúma assinará, hoje pela manhã, um termo de parceria com a Caixa Econômica Federal para a inclusão do município no programa federal Minha Casa, Minha Vida. Criciúma é o único município da Amrec contemplado pelo programa e figura na lista do governo junto com outras oito cidades catarinenses que terão o programa, cuja meta é a construção de 1 milhão de unidades habitacionais e um investimento total de R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios. Em Criciúma, a meta do poder público é que 3 mil unidades sejam construídas durante a gestão atual, amenizando o déficit habitacional existente – hoje 7 mil famílias estão cadastradas no Sistema de Desenvolvimento Social. Em um cálculo hipotético, no qual o preço médio de cada unidade é R$ 50 mil, o valor repassado pelo programa para Criciúma seria de R$ 150 milhões, e desses, de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões em subsídios.
 
Duas frentes
de financiamento
 
O Minha Casa, Minha Vida atuará em duas frentes: famílias que possuem renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.390) e famílias com renda de R$ 1.395 a R$ 4.650 (de três a dez salários mínimos). No primeiro caso, a prestação corresponderá a 10% da renda mensal da família, sendo que o valor mínimo da prestação será de R$ 50, o financiamento será de até dez anos e não haverá cobrança de seguro por morte ou invalidez permanente ou danos físicos do imóvel. Não há a necessidade de pagamento de entrada ou taxa de inscrição – o programa só atenderá as pessoas já cadastradas pelo Sistema de Desenvolvimento Social, que devem procurar o órgão da prefeitura para se cadastrar no Minha Casa. Minha Vida – e as prestações só começam a ser pagas quando a família se mudar para o novo imóvel. O governo prevê 400 mil unidades para essa parcela da população brasileira. Os subsídios podem chegar a R$ 23 mil por unidade.
 
Até 30 anos
para pagar
 
Para famílias com renda entre três e dez salários mínimos, o programa habitacional prevê financiamentos de imóveis com valor de até R$ 80 mil para cidades com mais de 100 mil habitantes, caso de Criciúma, financiado em até 30 anos. A prestação inicial será calculada de acordo com a capacidade de pagamento da família, e recalculada anualmente. Os juros variam entre 5% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) até 8,16% ao ano mais a TR. Para esse público, o governo pretende construir 600 mil casas. Para essa modalidade do programa, não há a necessidade de cadastro na prefeitura, basta a pessoa ir até uma agência da Caixa Econômica. Segundo Abdísio José de Liz, gerente regional da Caixa, todos os imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida serão novos. Para isso, o Habite-se deve ter sido concedido a partir de 26 de março de 2009.
 
 
Estímulo à economia e à geração de emprego
 
Para o gerente regional da Caixa Econômica, além de facilitar o acesso à casa própria e reduzir o déficit habitacional, o programa do governo também estimulará a economia, com a geração de empregos na construção civil. Como consequência haverá um aumento nas vendas das lojas de materiais de construção, do trabalho para as construtoras e mais dinheiro girando na economia.
A secretária do Sistema de Desenvolvimento Social, Geovânia de Sá, afirma que será realizado um trabalho de inserção das pessoas que participam do Minha Casa, Minha Vida no mercado de trabalho, especificamente no setor de construção civil. Dessa maneira, pessoas que não estão trabalhando podem garantir um emprego ou mesmo quem já tem um ofício, consiga um ganho maior no novo emprego. “O programa poderá colocar as pessoas no mercado de trabalho, e contribuir para a capacitação profissional delas. Além de facilitar o acesso à moradia, o programa contribuirá para a geração de emprego e renda e a melhoria da qualidade de vida dessas famílias”, diz.
 
Unidades habitacionais
serão entregues em maio
 
No dia 15 de maio, serão inauguradas 256 unidades habitacionais no bairro São Sebastião. Os apartamentos ficam no residencial Venezia e fazem parte do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). As unidades, com dois dormitórios, custam R$ 33 mil cada. No empreendimento, foram investidos R$ 8,4 milhões. Do total de apartamentos, 14 são adaptados a portadores de necessidades especiais.
 
 
____Crise faz prefeito diminuir gastos
 
Medidas drásticas foram anunciadas pelo prefeito de Siderópolis, Douglas Warmling, na tentativa de driblar os efeitos da crise econômica mundial. Com queda nos últimos três meses de R$ 410 mil na arrecadação, o Executivo criou um pacote visando à economia de gastos na prefeitura. Dentre as iniciativas de maior impacto, estão o cancelamento da 20ª Festa do Colono, o fim do time de futsal masculino Siderópolis/Unesc, o fechamento temporário da Secretaria de Obras, a demissão de 20 a 30 cargos comissionados, a redução de salários dos CCs e o Plano de Demissão Incentivada (PDI). Guinga chegou a cogitar a possibilidade de fechar o posto de Saúde 24 horas e terminar com a gratuidade do transporte escolar, mas recuou da ideia.
De acordo com o prefeito, quase todos os municípios do Brasil estão passando pela mesma situação. Segundo Guinga, o pacote de medidas para enxugamento do Executivo foi ocasionado pela queda no repasse do ICMS. “Queda em Siderópolis está entre 10% e 15%. É muita coisa. E não nos refresca o governo federal anunciar a recomposição do FPM que para nós é uma menor parte. Então precisávamos fazer alguma coisa até mesmo para ficarmos de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou o progressista. A folha do município representa hoje 55% da receita, e a Lei autoriza no máximo 52%, por isso as adequações. Hoje, Siderópolis conta com 442 servidores.
Guinga anunciou a demissão de 25 a 30 cargos comissionados e os que permanecerem na administração terão mudança no nível de CCs. A estimativa é que 40% dos comissionados sejam demitidos e que, por meio do Plano de Demissão Incentivada, mais 20 funcionários possam deixar a prefeitura. A intenção com as medidas é chegar à redução de 11% da folha de pagamento. “Listamos os critérios e foi a medida que encontramos para este momento, mas esperamos que em breve estes cidadãos voltem para a prefeitura.
 
Respingos políticos e
fechamento de secretaria
 
O prefeito Douglas Warmling afirmou, durante coletiva na tarde de ontem, que as determinações realizadas pela Prefeitura de Siderópolis foram feitas com o consentimento dos partidos aliados à administração. “Temos o aval das siglas. Tivemos conversas com partidos e Conselho Político. Por isso não foi nada sem pensar“, informou Guinga.
Em relação à Secretaria de Obras da cidade, o órgão ficará 15 dias somente com funcionamento de emergências e atendimentos internos. A ideia do prefeito é reestruturar os objetivos da pasta e também economizar. “Precisamos reavaliar prioridades. E é isso que vamos fazer neste período. E claro, gastar menos”, ressaltou Guinga, que acredita que, em 15 dias de fechamento, a economia chegue a R$ 30 mil.
O vice-prefeito Elvi Donadel lamentou as medidas, mas afirmou que eram necessárias. “São atitudes desagradáveis, mas importantes. A gente lamenta e espera que tudo se normalize o quanto antes”, finalizou.
 
Saiba Mais
 
Medidas adotadas para diminuir despesas
 
1. Adotar o regime de caixa
2. Redução de despesas de custeio
3. Criação de grupos de discussão de redução de custos
4. Criação do grupo gestor para autorizar gastos
5. Parcelamento do INSS
6. Festa do Colono cancelada
7. Fechamento provisório da Secretaria de Obras
8. Fim do time de futsal masculino de Siderópolis/Unesc
9. Plano de Demissão Incentivada (PDI)
10. Demissão de cargos comissionados e redução de salários
 
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