___Criciúma só cumpre tabela contra o Joinville_
O técnico Leandro Machado não anunciou oficialmente, mas deve mandar a campo a equipe titular para a partida diante do Joinville, neste domingo, no Heriberto Hülse, pela última rodada do quadrangular semifinal do Catarinense. Pelo menos foi essa a formação utilizada no coletivo realizado na tarde dessa sexta-feira – por causa de dores musculares, Kempes não participou da atividade, mas deve ter condições de atuar.
O treinador, que não poderá comandar o time do banco de reservas, pois na quinta-feira o Pleno do TJD confirmou a suspensão de 30 dias, imposta em primeira instância, armou o Criciúma com mudanças apenas nas duas laterais. Isso porque não contará com Thiago Matos, que cumprirá suspensão pela expulsão diante da Chapecoense, e Cris, suspenso pelo terceiro amarelo. Sem eles, Michel retornará à ala-direita e Lima reassumirá a esquerda.
Mesmo que a partida para o Tigre sirva apenas para cumprimento de tabela, os jogadores querem vencer, algo que não acontece desde o dia 21 de março, quando a equipe bateu o Atlético Tubarão, ainda pelo returno do Estadual. “Infelizmente não conseguimos estar na final, que era o que queríamos, mas seria importante terminar o campeonato com a vitória. Somos profissionais e vamos fazer de tudo para sair com os três pontos”, garante Michel Neves. “Ficamos devendo e vamos ter que nos empenhar para fazer o melhor nas partidas que temos pela frente”, reforça Márcio Angonese.
Luiz André chega à centésima
partida com a camisa tricolor
Para Luiz André, um triunfo sobre o Joinville teria um significado especial, uma vez que o jogador completará neste domingo sua centésima partida com a camisa tricolor. “Espero chegar a essa marca com a vitória. Posso dizer à Chapecoense (a quem interessa um tropeço do JEC) que o Criciúma vai entrar forte, para vencer e terminar a competição com dignidade”.
Se o jogo pouco vale para o Tigre, será de vida ou morte para o Joinville. Ainda com chances de classificação às finais do Estadual, o time do Norte do Estado trava uma briga particular com a Chapecoense, pela vaga na grande decisão, na Copa do Brasil de 2010 e, principalmente, no próximo Brasileiro da Série D. Um ponto atrás da equipe do Oeste, o JEC classifica-se se derrotar o Criciúma e a Chapecoense não vencer o Avaí no outro jogo da rodada, também no domingo, às 16h, na Ressacada.
___Falta de professores gera protesto
Com cartazes e rostos pintados, alunos do 1º, 2º e 3º ano do Colegião deixaram as carteiras escolares e foram para a rua protestar contra a suspensão de aulas que está ocorrendo devido à desistência de alguns professores da escola. Os cerca de 2 mil alunos das referidas turmas alegam que não estão tendo algumas disciplinas. “Vamos fazer vestibular, o Enem e estamos sem aula de história a semana toda. Dá para imaginar uma coisa dessas”, comentou Vanessa Goulart dos Santos, estudante do 3º ano. Dois professores admitidos em caráter temporário deixaram a instituição por não receberem no último mês. Na quinta-feira, nova manifestação está marcada por alunos do Colegião.
A professora Maricel Adriana de Souza, ACT do Colegião, afirmou que trabalhou 23 dias neste ano de graça. “Não vou receber por estes dias e ninguém me avisou nada. Vou para a Justiça cobrar os meus direitos”, alegou.
Contratação só
após do dia 15
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o Sinte, desde março, o governo do Estado determinou que ACTs sejam contratados só depois do dia 15 de cada mês. “O Estado tem uma dívida com o INSS e, se contratar antes, precisa pagar uma multa muito cara, aí não contrata. O problema é que tinham contratos antes da determinação que estão vencendo e professores não estão recebendo. A opção é trabalhar de graça ou sair”, declarou a líder sindical, Cíntia Santos.
A diretora do Colegião, Roseli Maria De Lucca Pizzolo, explicou que novos professores de história estão sendo procurados para preencher as vagas deixadas pelos ACTs. “Já estamos providenciando. Queremos solucionar o problema o quanto antes, mas dependemos do Estado que está empenhado em nos ajudar. Os conteúdos perdidos serão repostos. Nossa missão é deixar o Colegião calmo e seguro, mas problemas como o nosso estão ocorrendo em todo o Estado”, afirmou. A diretora explicou que o governo não pode fazer as contratações durante todo o mês porque é inconstitucional o pagamento da multa ao INSS.
Gered acredita em solução
na próxima semana
Segundo o gerente regional de Educação, Arcângelo Nuermberg, a determinação em não contratar se dá porque a folha de pagamento do governo fecha no dia 17 e, no final do mês, ocorre o recebimento. “Se o governo fizer como as empresas, pagar no quinto dia útil já muda muita coisa porque não precisa pagar multa ao INSS. Por enquanto, as contratações em caráter temporário serão feitas realmente só na primeira quinzena de cada mês”, informou. O Estado negocia a situação e, na próxima semana, deve ter um posicionamento sobre o assunto.
Sobre o Colegião, Nuermberg comentou que a direção está solucionando o caso chamando novos professores para os cargos deixados. O Sinte já demonstrou descontentamento com a situação e determinou algumas medidas. “Nós não vamos aceitar que professores efetivos substituam professores ausentes, é ilegal, e também, vagas deixadas queremos que sejam garantidas para a volta destes profissionais”, ressaltou Cíntia Santos, membro do sindicato. Uma nova manifestação está marcada para quinta-feira. “Na quinta nós vamos para a avenida Centenário até que alguém tome providências”, contou a estudante Vanessa.
____Criciúma: saldo positivo de empregos
Milena Nandi | Da Redação
O saldo de empregos (admissões menos desligamentos) de Criciúma aumentou no comparativo entre 2007 e 2008, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais/Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Rais/Caged). Conforme as informações, o saldo passou de 1.237 em 2007 para 2.188 em 2008, significando que, no ano passado, o número de postos de trabalho criados a mais que no ano anterior foi de 951. Comércio, prestação de serviços e construção civil foram alguns dos setores que mais ajudaram a puxar o saldo de 2008 para cima.
O resultado foi um dos maiores entre 2000 e 2009. O maior salto no saldo de empregos no município ocorreu entre 2003 e 2004, quando o número passou dos (-) 271 para (+) 2.661. Além de 2003, único ano com saldo negativo, os anos com menor índice foram 2000 (1.053), 2006 (1.888) e 2007 (1.237). Apesar do aumento no saldo de empregos no ano passado, a participação de Criciúma nas admissões do Estado ficou na casa dos 2,7%, maior que os 2,6% de 2007, mas menor que os 2,9% de 2006. O ano de 2001 foi quando Criciúma teve a maior participação nas admissões do Estado entre 2000 e 2008: 3,4%.
Admissões maiores
no setor de serviços
Se o número de admissões cresceu em Criciúma no ano passado, parte se deve à construção civil, indústria de transformação, comércio e prestadores de serviços. O último setor foi o que apresentou o maior saldo no ano passado. A prestação de serviços admitiu 9.098 pessoas e desligou 8.418, gerando um saldo positivo de 680. O comércio vem em segundo lugar, com 7.943 admissões e 7.529 desligamentos, totalizando um saldo de 414 empregos. Em seguida, conforme dados da Rais/Caged, vem a indústria de transformação, com 7.496 admissões e 7.243 pessoas desligadas das empresas, ou seja, um saldo de 253. O setor de construção civil terminou o ano com 2.127 contratações e 1.956 demissões, perfazendo um saldo de 171 empregos.
Apesar de um desempenho positivo em 2008, ano que teve o último trimestre muito diferente dos anteriores no que diz respeito à economia, os dois primeiros meses de 2009 foram de demissões superiores às admissões. No caso do comércio, o saldo de janeiro foi de (-)81 e em fevereiro, (-98). Mas os dados nada teriam a ver com uma possível retração no consumo, segundo Júlio César Wessler, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma. Ele afirma que os dados refletem um movimento comum em todo o início de ano: a “reciclagem” do quadro de funcionários. “A partir de outubro as lojas começam a contratar para empregos temporários, o que é uma grande oportunidade para surgirem novos talentos e os lojistas reavaliarem a equipe. Em janeiro e fevereiro normalmente ocorre a troca de funcionários que não estão acompanhando a filosofia da empresa por pessoas mais adequadas ao perfil da empresa. Mas isso normalmente não significa uma redução no quadro”, diz.
A construção civil de Criciúma registrou um saldo positivo em janeiro (54), mas um saldo negativo de empregos em fevereiro (-18). Segundo Olvacir Bez Fontana, presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon), as demissões são comuns em períodos em que as empresas terminam obras. “Grande parte das pessoas desligadas ao final da obra são responsáveis pela pintura e acabamento. E quando a empresa inicia uma nova obra, precisa desses profissionais novamente. Talvez as pessoas que tenham perdido o emprego sejam esse tipo de profissional”, diz. Fontana afirma que o setor está estabilizado, e que houve queda nas vendas por causa de uma reacomodação do mercado. “O ritmo estava muito acelerado”, diz. Para os próximos meses, a tendência seria de estabilidade no setor.
“Não olho para a crise”, diz empresário
A reacomodação do mercado de imóveis talvez tenha sido um dos fatores que levaram o volume de serviço da Fogaça Serviços de Equipamentos a reduzir-se em 30% nos últimos meses. Nereu Aguiar Fogaça, proprietário da empresa que trabalha com usinagem, fabricação de peças, locação e venda de equipamentos e peças, consertos e assistência técnica para o setor de construção civil e mecânica, afirma que o trabalho para empresas de construção civil apresentou queda, e já o serviço para particulares, na construção de casas, permanece praticamente o mesmo. Apesar da queda no trabalho e faturamento, Fogaça afirma que acredita nos 16 anos de trabalho que a empresa possui e não se deixa abater, já que a Fogaça tem “gordura para queimar” em momentos difíceis. E o mais importante: não deixa de investir no negócio. “Sempre estou renovando e melhorando. Não olho para a crise. Continuo trabalhando das 6h30min até as 19h, de segunda a sábado”, diz ele, que afirma ter contratado mais um funcionário na última semana.
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