Geoengearia
Geoengearia, ciência quer vencer o aquecimento global
O que fazer enquanto os efeitos do aquecimento global avançam e s políticos do mundo não chegam a nenhuma conclusão prática sobre o tema? Soluções existem. Veja a seguir
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Plâncton marinho 1. Fertilizantes à base de sulfato de ferro são jogados dos navios ao mar. |
| A salpa comedora de carbono Como seqüestrar quatro mil toneladas de gás carbônico ao dia? Basta deixar que um animalzinho marinho, a Salpaaspera, faça o seu trabalho. A salpa (na foto) é um invertebrado longo de três centímetros, superguloso de fitoplâncton e que possui duas características muito interessantes: primeiro, não entra na cadeia alimentar de predadores (nenhum outro animal o come). Segundo, seus dejetos, carregados de gás carbônico afundam a uma velocidade de um quilômetro por dia. Perfeitos, portanto, para estocar grandes quantidades de CO2 nas profundezas do mar. Isso é o que afirmam Laurence Madin, do Instituto Oceanográfico de Wood Hole, e Patrícia Kremer, da Universidade de Connecticut (EUA). Ambos dizem ser possível modificar geneticamente a salpa para torná-la ainda mais eficiente na tarefa de seqüestrar carbono do mar. |
Florestas marinhas
Nos oceanos, o papel das árvores na absorção de carbono é representado pelas algas e pelo plâncton. Esses organismos capturam o gás carbônico e, quando morrem, afundam para o leito oceânico, levando consigo o CO2 absorvido – que, assim, ficaria retido lá por milênios.
O plano lançado durante um encontro recente do Woods Hole Oceanographic Institute, dos Estados Unidos, é incentivar a proliferação desses seres, por meio de fertilizantes com ferro. Já se sabe que a presença de minúsculas quantidades de ferro representa um enorme impulso para o crescimento da população de fitoplâncton. Em diversas regiões marinhas, porém, a quantidade de ferro na água está próxima de zero, e os níveis de plâncton acompanham essa escassez.
Para contornar isso, já existe um número significativo de experimentos norte-americanos nos quais toneladas de composto de ferro solúvel são bombeadas para regiões oceânicas carentes do metal. Ainda não há dados conclusivos a respeito dessas tentativas. Enquanto isso, os críticos têm duas ressalvas sérias ao plano: o volume de seqüestro de carbono da atmosfera seria reduzido e há um risco considerável de poluição marinha.





