Geoengearia

Geoengearia, ciência quer vencer o aquecimento global
O que fazer enquanto os efeitos do aquecimento global avançam e s políticos do mundo não chegam a nenhuma conclusão prática sobre o tema? Soluções existem. Veja a seguir


Plâncton marinho
Composto de microanimais e vegetais, o plâncton marinho é um dos maiores seqüestradores de gases que produzem o efeito estufa. O homem produz 6,1 milhões de toneladas de CO2 ao ano, 1/3 do qual se dissolve nas águas dos oceanos.

1. Fertilizantes à base de sulfato de ferro são jogados dos navios ao mar.
2. Graças ao ferro, o fitoplâncton cresce rapidamente, absorvendo mais gás carbônico dissolvido na água.
3. O zooplâncton devora as algas microscópicas: o CO2 entra no ciclo alimentar.
4. Toda essa atividade biológica gera uma enorme massa de excrementos e de organismos mortos que desce para o fundo do mar.
5. Nas profundezas, sobre o solo marinho, se consolida um estrato de sedimentos que é, na realidade, um depósito natural de carbono.

A salpa comedora de carbono
Como seqüestrar quatro mil toneladas de gás carbônico ao dia? Basta deixar que um animalzinho marinho, a Salpaaspera, faça o seu trabalho. A salpa (na foto) é um invertebrado longo de três centímetros, superguloso defitoplâncton e que possui duas características muito interessantes: primeiro, não entra na cadeia alimentar de predadores (nenhum outro animal o come). Segundo, seus dejetos, carregados de gás carbônico afundam a uma velocidade de um quilômetro por dia. Perfeitos, portanto, para estocar grandes quantidades de CO2 nas profundezas do mar. Isso é o que afirmam Laurence Madin, do Instituto Oceanográfico de Wood Hole, e Patrícia Kremer, da Universidade de Connecticut (EUA). Ambos dizem ser possível modificar geneticamente a salpa para torná-la ainda mais eficiente na tarefa de seqüestrar carbono do mar.

Florestas marinhas
Nos oceanos, o papel das árvores na absorção de carbono é representado pelas algas e pelo plâncton. Esses organismos capturam o gás carbônico e, quando morrem, afundam para o leito oceânico, levando consigo o CO2 absorvido – que, assim, ficaria retido lá por milênios.

O plano lançado durante um encontro recente do Woods Hole Oceanographic Institute, dos Estados Unidos, é incentivar a proliferação desses seres, por meio de fertilizantes com ferro. Já se sabe que a presença de minúsculas quantidades de ferro representa um enorme impulso para o crescimento da população de fitoplâncton. Em diversas regiões marinhas, porém, a quantidade de ferro na água está próxima de zero, e os níveis de plâncton acompanham essa escassez.

Para contornar isso, já existe um número significativo de experimentos norte-americanos nos quais toneladas de composto de ferro solúvel são bombeadas para regiões oceânicas carentes do metal. Ainda não há dados conclusivos a respeito dessas tentativas. Enquanto isso, os críticos têm duas ressalvas sérias ao plano: o volume de seqüestro de carbono da atmosfera seria reduzido e há um risco considerável de poluição marinha.

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